OLQA Guia de Padrões · M2/M3

Guia de Padrões do OLQA (M2/M3)

Este guia reúne as convenções que mantêm o OLQA coerente: terminologia, nomeação de arquivos, estrutura de páginas, identidade visual, padrões de grafos e comportamento interativo. Ele funciona como “acordo de engenharia” entre autor, curador e futuros motores automáticos.

Como usar este guia (autor, curador, engenheiro)

Sempre que você for criar ou revisar uma página, trilha, grafo, componente ou dataset do OLQA, passe rapidamente por este guia. A ideia não é burocratizar, mas evitar decisões aleatórias que, no futuro, dificultem automatização e evolução do livro.

Uma rotina mínima recomendada:

  1. Verifique a terminologia (seção 1) – evite sinônimos improvisados para conceitos centrais.
  2. Confirme o padrão de nomeação de arquivos e páginas (seção 2) antes de salvar novas versões.
  3. Siga o padrão de página OLQA (cabeçalho fixo, breadcrumb, cards) ao estruturar novos artefatos (seção 3).
  4. Se usar grafos, aplique os padrões D3.js (cores, grupos, predicados, interações) (seção 4).
  5. Ajuste a interatividade (scroll suave, acordeões, modais, filtros) seguindo a seção 5.
  6. Revise o texto com base nos padrões editoriais (seção 6) e garanta o bloco “Nível de Abstração M0–M3” quando fizer sentido.
M3 – Princípios de padronização • Ideias que sustentam a necessidade de padrões: – engenharia de sistemas, governança de dados, reuso, automação. M2 – Modelos de padrões • Este guia, o modelo conceitual, o "contrato" de nomeação, as regras de grafos e de interação. M1 – Aplicações dos padrões • Páginas, trilhas, grafos, glossários, dashboards concretos configurados segundo estas regras. M0 – Manifestação • O que o aprendiz vê: uma página consistente, com mesmo tipo de cabeçalho, cores, botões e comportamento, ainda que os temas e níveis sejam diferentes.

Conjunto de padrões contemplados

Os padrões foram agrupados em oito blocos. Eles se complementam e podem ser lidos sob demanda, conforme a atividade (especificar, modelar, codar, revisar).

1. Terminologia e vocabulário
Conceitos básicos, nomes oficiais e formas de escrever.
2. Nomeação de arquivos, pastas e versões
Convenções de nomes para HTML, diretórios, histórico.
3. Padrões de página e arquitetura visual
Cabeçalho fixo, breadcrumb, cards, grid, layout responsivo.
4. Padrões para grafos interativos (D3.js)
Grupos, cores, predicados, forças, interação mínima.
5. Padrões de interatividade
Scroll suave, acordeões, modais, filtros e botões.
6. Padrões de texto e estrutura editorial
Estilo de redação, sessões, blocos explicativos.
7. Padrões de “Problema Resolvido”
Forma canônica para abrir objetos didáticos.
8. Padrões de contexto e navegação
Uso do bloco M0–M3, mini-mapas, ligações entre camadas.

Terminologia e vocabulário oficial do OLQA

O OLQA é um sistema intensivo em conceitos. Pequenas variações de linguagem podem quebrar relações futuras em grafos, glossários e mecanismos de pesquisa. Por isso, alguns termos têm forma oficial.

Convenções básicas:

  • Nome do sistema: “OLQA · O Livro que Aprende” (em títulos), “OLQA” em trechos internos.
  • Camadas: “M0”, “M1”, “M2”, “M3” (sempre em maiúsculo, sem hífen nas siglas; com hífen apenas em descrições como “Camadas M0–M3”).
  • Grafo: use “grafo interativo” ou “visualização”, evitando misturar com “mapa” quando já existe “Mapa do Ecossistema”.
  • Aprendiz vs. “usuário”: prefira “aprendiz” para o papel principal; “usuário” apenas em contextos técnicos (sistema, autenticação, logs).
  • Livro 5.0: conceito central, sempre com “5.0” explicitado quando falar da geração do livro.
Use SEMPRE: • OLQA (não "LQA" ou variações). • Camadas M0–M3 (não "nível 0", "nível 1"... quando falar da arquitetura). • Rede de Tópicos (nome próprio de modelo). • Meta-modelo AEIOU (com hífen, maiúsculo no acrônimo). Evite: • Criar sinônimos livres para conceitos centrais. • Misturar português/inglês sem motivo (ex.: "learning path" se já usamos "trilha de aprendizagem").

Nomeação de arquivos, pastas e versões

A lógica de arquivos e versões é parte da “memória externa” do OLQA. A consistência aqui facilita migrações futuras, automação de deploy e leitura histórica do projeto.

  • Páginas estáveis por função:
    • index.html – landing page pública atual.
    • indexatual.html – home do conteúdo principal atual.
    • RedeTopicos.html – grafo interativo em produção.
    • modelo_conceitual_olqa.html – catálogo de modelos M2/M3.
    • padroes_OLQA.html – este guia.
  • Versões de linha do tempo:
    • index23v1.html, index24v8.html, index26v8.html.
    • v indica versão dentro do ano, não patch técnico.
  • Convenção de nome de arquivos de modelo:
    • Use nomes descritivos em português, com camelCase leve ou underscore.
    • Ex.: camadas_M0_M3_Livro5.html, meta_modelo_AEIOU.html.
  • Diretórios principais (exemplos):
    • WDLab/ – laboratório de páginas e protótipos.
    • WDGestao/ – páginas de gestão, histórico, linha do tempo.
    • Outros diretórios temáticos seguem esse padrão “WD + tema”.
Ao criar um NOVO arquivo: 1) Pergunte: é "linha do tempo" (indexNNvX) ou é uma nova função/artefato conceitual (ex.: modelo, mapa)? 2) Se for função estável → use nome descritivo e definitivo. 3) Se for versão de home → siga indexNNvX.html. 4) Evite renomear arbitrariamente arquivos antigos; use páginas "ponte" (ex.: indexatual.html) como alias.

Padrões de página e arquitetura visual

As páginas do OLQA compartilham um “esqueleto” visual. Isso permite que o aprendiz sinta consistência, mesmo mudando de domínio ou nível.

Elementos obrigatórios em páginas OLQA de M1/M2/M3:

  • Cabeçalho fixo com logo “OLQA · O Livro que Aprende” e menu horizontal principal.
  • Breadcrumb logo abaixo do cabeçalho, indicando posição na arquitetura.
  • Seção hero com título claro, subtítulo e, se fizer sentido, um par de botões de ação (ex.: “Ver grafo”, “Como usar esta página”).
  • Cards para blocos de conteúdo principais, com visual consistente (bordas suaves, gradiente discreto, texto legível).
  • Rodapé com assinatura e informação de camada (“Camada de Modelos Conceituais (M2/M3)”, por exemplo).
Paleta base (dark): • Fundo principal: #020617 – #0f172a. • Texto principal: #e5e7eb. • Texto suave: #9ca3af. • Acentos: #38bdf8, #0ea5e9, #22c55e. Componentes: • .site-header (fixo, blur, borda azul). • .breadcrumb-wrapper + .breadcrumb. • .page-wrapper (largura até 1200px). • .card (gradiente leve, borda suave). • .monobox para trechos "normativos" ou exemplos técnicos.

Padrões para grafos interativos (D3.js)

Os grafos são peças centrais do OLQA. Eles precisam ser legíveis, previsíveis e coerentes entre páginas. Alguns padrões mínimos:

  • Grupos e cores:
    • Grupo 1 – Níveis / camadas (ex.: Ensino, M0–M3).
    • Grupo 2 – Usos / cenários.
    • Grupo 3 – Personas.
    • Grupo 4 – Componentes / artefatos.
    • Grupo 5 – Entidades de negócio, etc.
  • Predicados nas setas: nomeie as relações (ex.: “usa”, “depende de”, “alimenta”, “refina”).
  • Interação mínima: arrastar nós, zoom e pan no grafo inteiro, tooltip ao passar o mouse/toque e tema claro/escuro com contraste adequado.
  • Forças e estabilidade: evitar “explosão” do grafo, usando forças moderadas e limites de deslocamento (mantendo a legibilidade).
Antes de publicar um novo grafo: [ ] As famílias de nós (grupos) usam cores compatíveis com outros grafos? [ ] Há legenda clara explicando grupos e tipos de links? [ ] Labels continuam legíveis em todos os temas (claro/escuro)? [ ] Os nós arrastados podem ser "fixados" (pinned) para facilitar o estudo? [ ] Predicados (nomes das relações) aparecem de forma mínima? [ ] Há um mini texto explicando "Como ler este grafo"?

Padrões de interatividade

A interatividade deve apoiar a compreensão, não competir com o conteúdo. Alguns elementos recorrentes têm comportamento padrão:

  • Scroll suave para links internos com id (botões “Como usar esta página”, “Ver grafo”).
  • Acordeões para narrativas mais densas (ex.: “Como ler esta página”, modo Iniciante / Intermediário / Avançado).
  • Modais para fichas de persona, glossário detalhado, explicações locais (sempre com botão de fechar visível).
  • Filtros para grafos (por grupo, por camada M0–M3, por papel – aprendiz/autor/engenheiro).
  • Botão “voltar ao topo” em páginas longas, flutuando no canto inferior direito.
Interatividade OLQA: • Deve ser previsível (mesmos ícones → mesmas ações). • Deve ter feedback visual (hover, foco, clique). • Deve priorizar acessibilidade (tamanho de fonte ajustável, contraste adequado, foco navegável por teclado). Sempre pergunte: "Esta interação ajuda o aprendiz a pensar melhor ou o distrai do conteúdo?"

Padrões de texto e estrutura editorial

A escrita no OLQA busca clareza, contexto e ligação com as camadas M0–M3. Ela alterna entre narrativa leve e trechos técnicos mais densos, sempre sinalizados.

  • Títulos focados na função da página (ex.: “Rede de Tópicos do OLQA (M2/M3)”, “Trilha de Aprendizagem X”).
  • Subtítulos explicam em 1–2 frases “para que serve” aquele artefato.
  • Blocos monoespaçados (monobox) marcam trechos normativos, exemplos de pseudo-código de processo, listas de checklist e resumos de camadas M0–M3.
  • Uso de listas (ul/ol) para quebrar raciocínios e apoiar leitura por partes.
  • Ligações entre camadas: deixar explícito onde a página se posiciona (M0/M1/M2/M3) e como ela conversa com outras páginas.
Estrutura sugerida: 1) Badge com eixo (ex.: "OLQA · Modelos Conceituais · M2/M3"). 2) Título: o que é este artefato. 3) Subtítulo: para que serve / para quem. 4) Botões de ação (Ver grafo, Como usar, Versão iniciante/avançada). 5) Bloco curto explicando o posicionamento M0–M3. Objetivo: • O leitor deve entender em 10 segundos se esta página é para ele e em que nível.

Padrões de “Problema Resolvido”

Muitos objetos de aprendizagem do OLQA seguem a abordagem “começar pelo problema resolvido”. Esse padrão também precisa ser consistente.

  • A página traz logo no início um quadro simples com o problema já resolvido (ex.: a balança, o grafo final, o diagrama de estado, a página mockada).
  • Em seguida, vem uma seção “Como chegamos aqui?” ou equivalente, quebrando a solução em etapas.
  • Sempre que possível, conecte o problema resolvido a um uso real do OLQA (caso, jornada, cenário).
Problema Resolvido (bloco padrão): • Título do problema (ex.: "Equação 3x + 5 = 20" ou "Visualização do Ecossistema do OLQA"). • Ilustração ou grafo final. • 2–3 frases respondendo: – "O que este exemplo mostra?" – "Por que isso importa para o OLQA?" Depois: • Seção "Como chegamos aqui?" detalhando operações, conceitos, camadas.

Padrões de contexto, navegação e M0–M3

O OLQA trabalha com múltiplas camadas de abstração. Padrões de contexto e navegação ajudam o leitor a não “se perder” entre M0, M1, M2 e M3.

  • Breadcrumbs devem refletir a posição da página dentro da arquitetura (ex.: Home → Modelos Conceituais → Guia de Padrões).
  • Bloco explicando M0–M3 deve aparecer pelo menos uma vez nas páginas que tratam diretamente de camadas.
  • Mini-mapas visuais (diagramas simples) podem mostrar onde a página se encontra na arquitetura geral do OLQA.
  • Links cruzados:
    • De M2/M3 (conceitual) → para M0/M1 (operacional) sempre que houver versão prática.
    • De M0/M1 → de volta para a página conceitual, quando o aprendiz quiser “ver os bastidores”.
Ao criar uma NOVA página: • Declare explicitamente: – Em que camada ela está (M0/M1/M2/M3). – A que modelo conceitual ela se conecta (ex.: Rede de Tópicos, AEIOU, Arquitetura Conceitual). • Providencie: – Pelo menos 1 link de ida e volta para páginas diretamente relacionadas. – Um breadcrumb que reflita a arquitetura (não apenas a estrutura de diretórios).